Sobre planejar muito e realizar pouco

28.11.2017
Sobre planejar muito e realizar pouco

A cada dia que passa se tem a sensação de que não se consegue dar conta de tudo aquilo que planejamos e que gostaríamos de realizar. É trabalho, é reunião com chefe, é academia, é terapia, é yoga, é reunião na escola…  E como resultado desta dificuldade de “cumprimento” da nossa própria agenda “não completa”, (ou que quando completa nos produz um cansaço e estresse fora do comum), muitas vezes nos sentimos incapazes, incompetentes e frustrados por não atingir com êxito os próprios afazeres dos quais nos comprometemos.

A humanidade vive em um tempo veloz, um tempo instantâneo, liquido com fluidez momentânea como diria o sociólogo e filósofo Zygmund Bauman. Vivemos permeado pela necessidade de realização somente do aqui e agora. E parece que quanto maior o número de atividades que pudermos estabelecer e concretizar, maior será a sensação de que se é capaz. Pois isso faz com que nos sintamos importantes, e ao mesmo tempo nos preenche, nos ocupa e por instantes faz com que nos esqueçamos de nós próprios.

Contudo viver repletos de compromissos e não dispor de tempo e intenção para vivenciá-los em sua magnitude, inevitavelmente, vem a manifestar em nossa totalidade, um mal estar produzido pela demanda psicológica destes sentimentos de insucesso. E ao tornar-se uma pessoa com estes sentimentos, como de incapacidade e inutilidade tendemos com o tempo a não acreditar mais em si próprio.

Temos que determinar um número de atividades que saibamos que iremos efetivar, para isso temos que ter discernimento, e organizar nossas metas conforme prioridades e capacidades que se sabe ser capaz de cumprir, para que aos poucos, se construa em nosso interior, uma motivação que venha de dentro para fora, e que conforme a obtenção dos sucessos atingidos promova autoconfiança e sentimentos de capacidades.

Com este senso de reconhecimento diante das nossas capacidades, desenvolve-se uma consciência positiva sobre o que se é capaz, o que facilita o processo de execução de novas atividades, porque iremos nos comprometer com aquilo que seremos capazes de fazer.

Não é vergonhoso, dizer que no momento, que se precisa de um prazo maior, ou que anda cansado, e que não tem mais tempo para descansar. Nosso corpo necessita de um tempo voltado para si, precisamos de pausa, uma vez que são estes momentos que favorecem nosso crescimento integral (mente + corpo+ espírito).

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FERNANDA SÁ

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